Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para o meu caminho.(Salmos 119:105)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
terça-feira, 15 de setembro de 2015
União da Mocidade: O início
No dia 15 de setembro do ano
de 1945, aproximadamente 13 anos após o Pr. João Augusto da Silveira ser
batizado com o Espírito Santo, na cidade de Paulista-PE, surgiu a União da
Mocidade Adventista da Promessa ou, como se denominou na época, Grêmio Monte
Tabor. Esse departamento surgiu da
necessidade de os jovens unirem-se em torno dos mesmos objetivos cristãos.
Chama a atenção o fato de que
a União da Mocidade não surge de qualquer jeito. Regras são ali desenvolvidas[1]. Dentre elas, manutenção
da fé e da doutrina cristãs, com base na Palavra de Deus. É isso mesmo:
a Umap se interessava por doutrina.
A nossa convicção cristã só
é fortalecida quando há interesse e valorização na doutrina cristã. A igreja
primitiva observava a doutrina. Diz o texto de Atos 2:42: E perseveravam na doutrina dos apóstolos. A nossa geração é carente de
conhecimento e de convicções, mas em meio às trevas da ignorância, a Umap deve
se portar como luz do conhecimento.
Outra regra na criação da
Umap: Comunhão, fraternidade, sociabilidade entre todos. Somos uma união. Somos
dependentes uns dos outros. Deus quis assim, aliás, Deus quer assim. Nas
palavras de Cristo, reino divido se autodestrói. A igreja primitiva, sabendo disso,
perseverava também na comunhão e no
partir do pão. Somos unidos pela Cruz de
Cristo. Por seu sacrifício fomos, somos e seremos salvos. Estaremos unidos quando as tribulações vierem, mas juntos, moraremos com Deus e usufruiremos de
seu reino vindouro.
Por fim, a ultima regra
enfatizada na formação da Umap: a manutenção da moralidade. Setenta anos se passaram.
Muitos daqueles jovens que viveram os primeiros anos da Umap, não mais estão
entre nós. Os tempos também mudaram, o nome da União da Mocidade, mudou. O que jamais mudará, entretanto, são os
valores, os princípios e absolutos da Palavra. Deus foi e continua sendo o Deus
Santo e jamais mudará de lado. O nosso desafio é ser como ele. Santifiquemo-nos
a cada dia. Não nos conformemos com o pensamento e valores deste mundo.
A corrida continua.
Estejamos prontos. Sigamos as regras e sejamos perseverantes.
Em Cristo,
Jailton Sousa Silva, Pr.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
EM BUSCA DE UM MILAGRE
Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o SENHOR dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso. (2Reis 5:1)
É consenso que apesar das dificuldades detectadas na área da saúde, a medicina evoluiu de maneira significativa. Hoje em dia é possível detectar algumas doenças futuras através das informações genéticas de uma pessoa, por meio de um simples exame, o que há alguns anos era impossível. Os métodos de cura se mostram muito mais eficientes e as pesquisas e as descobertas não param. Contudo, apesar de todo aparato medicinal, as pessoas continuam morrendo, vítimas de enfermidades. As doenças vasculares cerebrais, por exemplo, estão dentre as que mais matam no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Ainda há doenças sem cura. A medicina sempre ajuda, mas nem sempre resolve o problema. E quando isso acontece, o que fazer? Naamã resolveu ir em busca de um milagre. O que aprendemos com a história dele?
Em primeiro lugar, esse episódio nos ensina que somos vulneráveis:
Quem era Naamã? Comandante do exército sírio, em Damasco, nos tempos de Jorão, rei de Israel. Naamã foi homem habilidoso e corajoso, que merecia a posição que ocupava. Muitas das vitórias dos sírios devem-se a grande capacidade militar desse comandante. Naamã estava acostumado às vitórias. Ele era um herói nacional; ao mesmo tempo estava ele acostumado à fama: o seu nome vivia atrelado ao êxito; era uma personalidade de sucesso em seu país.
Naamã estava acostumado às regalias. Ele dispunha de livre acesso ao palácio real. Os corredores do poder não lhe eram estranhos. Naamã possuía o que muita gente gostaria de ter: riqueza, fama, poder, conquistas. Um dia, porém, a casa caiu. O homem que sabia humilhar os seus adversários com as lâminas de sua espada, foi derrotado diante de uma horrível enfermidade: a lepra.
O que isso nos ensina? É simples: não existem super homens ou mulheres maravilhas no mundo real. O jovem que pensa que nunca vai morrer, engana-se a si mesmo. Dirigir em alta velocidade, entupir as veias com drogas, encher os pulmões de álcool, podem levar a morte. O investidor não está imune a perdas monumentais no mercado de ações; um pastor integro e sincero pode ser vítima de uma investida satânica; o atleta não está livre de um infarto e o rico, pode sim, ficar pobre.
Portanto, cuidado com o excesso de autoconfiança. Não somos tão fortes quanto pensamos. Cristo nos tornou livres do domínio do pecado, mas não da presença dele. Se o subestimarmos, podemos cair por sua causa. Cuidado: a presunção pode nos prejudicar. A arrogância é a porta de entrada para o fracasso. Somos vulneráveis.
O episódio da enfermidade de Naamã nos ensina, em segundo lugar que: somos dependentes:
Naamã não tem como escapar da lepra. Ele está desesperado. A sua condição é a pior possível para quem ostenta o título de general. A serva israelita que vivia no palácio avisa que o profeta de Deus pode curá-lo. Essa notícia é suficiente para que o general leproso tenha um fio de esperança. Então, com a autorização de seu rei, Naamã vai buscar ajuda em Israel.
Naquele momento, Israel e Síria estavam em paz, mas antes eles já haviam guerreado um contra o outro. Agora, porém, isso pouco importa ao general enfermo. Ele está em busca de um milagre, de uma cura. O profeta Eliseu não era Deus, mas era homem de Deus; ele possuía autoridade de Deus para curar. E porque tinha autoridade, Eliseu disse ao rei: Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. (2Rs 5:8). E porque era profeta de Deus, Eliseu disse ao general sírio: Vai, lava-te sete vezes no Jordão e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo (v.10).
Os milagres de Deus devem ser buscados no lugar certo. Deus é quem nos cura de nossas enfermidades. Ele vai aonde ninguém mais pode chegar. O médico pode remover a doença do corpo, mas só Jesus pode remover as enfermidades não somente físicas, mas também, espirituais. Cristo cura quando, onde e a quem ele quiser. Todas as enfermidades estão debaixo de seu poder e soberania.
Dependemos de Jesus para sermos curados de nossas crises existenciais. Precisamos de Jesus para sermos curados do pecado. Dependemos de Jesus para sermos curados daquilo que aos homens é incurável. Somos vulneráveis sim; somos dependentes sim; Mas o poderoso Deus faz do fraco, forte.
Se a situação estiver difícil, busque a Deus; Se o casamento estiver por um fio, busque a Deus; Se a doença foi detectada, busque a Deus; se o projeto falhou, busque a Deus; se o filho deu problema, busque a Deus.
Busquemos a Deus porque ele tem cuidado de nós.
Em Cristo,
Jailton Sousa Silva
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
O preço da liberdade
Soltou
aquele que estava encarcerado por causa da sedição e do homicídio, a quem eles
pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles. (Lc 23:25)
Um amigo
verdadeiro não nos abandona. Ele não fica por perto visando algum interesse
pessoal. Um verdadeiro amigo divide a dor, aconselha, ama, repreende. Um amigo
verdadeiro é fiel. Mas quem gostaria de ser amigo de um assassino? Quem daria a
vida por um terrorista?
O capítulo 23 do evangelho de Lucas é
intrigante. A narrativa gira em torno de alguns personagens, mas gostaríamos de
enfatizar dois deles. Cristo e Barrabás. É possível que Barrabás jamais tivesse
falado com Cristo na vida. Talvez nunca tivessem trocado uma ideia sequer. Contudo,
ambos tinham algo em comum: estavam na rota da cruz. Eles estavam presos e
marcados para morrer. Mas somente um deles chegaria realmente, a morrer na
cruz. O outro, por sua vez, seria posto em liberdade.
Não sei se você conseguiu pegar o “fio da
meada”: o preço da liberdade é a morte de alguém. É isso que fica evidente no
episódio narrado em Lucas 23:13-25. Para que Barrabás se tornasse um homem
livre, Jesus deveria ser morto. Para que a humanidade se tornasse liberta, o
Cordeiro de Deus deveria enfrentar a horrenda cruz romana. Foi exatamente isso
que aconteceu. Os fatos mencionados nos evangelhos culminam na seguinte
certeza: Jesus morreu para nos livrar da
prisão.
Há
muito tempo Barrabás estava sendo caçado. Os soldados o seguraram com força,
algemaram-lhe as mãos e o lançaram na prisão. O homem que antes era o assassino
revolucionário mais procurado do país, agora não passa de um prisioneiro
indefeso. A sua vida de crimes havia chegado ao fim. Na prisão romana estava
ali confinado o cruel zelote. O v.19 diz: Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também
por homicídio (grifo nosso).
Barrabás
agora está preso. Sabia ele que havia se metido numa tremenda enrascada. O seu
presente era a prisão, mas o seu destino final seria a morte. Contudo, sua história
começa a caminhar para um desfecho diferente. Do lado de fora da fortaleza onde
ele estava preso, havia um grande tumulto que deixara Pilatos, o governador romano,
preocupado. A multidão enfurecida exigia a “cabeça” de Jesus. Mas Pilatos sabia
que Cristo não merecia morrer. Na inútil tentativa de impedir a condenação de Cristo,
o governador expôs os dois réus ao julgamento da multidão e dos líderes judeus,
e perguntou-lhes: Qual dos dois quereis
que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás! (Mt 27:21b).
Que alivio Barrabás deve ter sentido! Agora
ele podia dizer: “Estou livre!”. Entenda: Barrabás não foi solto por bondade de
Pilatos, nem por compaixão da multidão. O
que houve foi uma substituição, isto é, Barrabás foi solto porque Cristo tomou
o seu lugar. Se Jesus não tivesse cruzado o seu caminho, ele seria torturado,
pregado e morto sobre a vergonhosa cruz. Barrabás foi liberto porque um homem
inocente foi condenado.
Porque o inocente foi crucificado não
mais estamos presos debaixo do domínio do pecado, nem estamos mais separados de
Deus. Como Barrabás, estávamos confinados no cárcere. Sobre nós pesava a ira de
Deus. Mas Cristo tomou o nosso lugar! Sem ele, estaríamos perdidos! Cristo tem
poder para livrar-nos das garras devastadoras do pecado! Sim, Cristo odeia o
pecado, mas ama o pecador. Ele não é amigo do mal, mas é o melhor amigo do ser
humano!
Há
uma verdade por trás de toda essa história: Jesus foi preso para livrar não
somente a Barrabás, mas também, para livrar a você da prisão! Ele veio proclamar libertação aos
cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e
para proclamar o ano aceitável do Senhor (Lc 4:18-19). Pela
cruz, Cristo nos dá liberdade!
Pr. Jailton Sousa Silva
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
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