Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para o meu caminho.(Salmos 119:105)
quinta-feira, 2 de abril de 2015
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
O preço da liberdade
Soltou
aquele que estava encarcerado por causa da sedição e do homicídio, a quem eles
pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles. (Lc 23:25)
Um amigo
verdadeiro não nos abandona. Ele não fica por perto visando algum interesse
pessoal. Um verdadeiro amigo divide a dor, aconselha, ama, repreende. Um amigo
verdadeiro é fiel. Mas quem gostaria de ser amigo de um assassino? Quem daria a
vida por um terrorista?
O capítulo 23 do evangelho de Lucas é
intrigante. A narrativa gira em torno de alguns personagens, mas gostaríamos de
enfatizar dois deles. Cristo e Barrabás. É possível que Barrabás jamais tivesse
falado com Cristo na vida. Talvez nunca tivessem trocado uma ideia sequer. Contudo,
ambos tinham algo em comum: estavam na rota da cruz. Eles estavam presos e
marcados para morrer. Mas somente um deles chegaria realmente, a morrer na
cruz. O outro, por sua vez, seria posto em liberdade.
Não sei se você conseguiu pegar o “fio da
meada”: o preço da liberdade é a morte de alguém. É isso que fica evidente no
episódio narrado em Lucas 23:13-25. Para que Barrabás se tornasse um homem
livre, Jesus deveria ser morto. Para que a humanidade se tornasse liberta, o
Cordeiro de Deus deveria enfrentar a horrenda cruz romana. Foi exatamente isso
que aconteceu. Os fatos mencionados nos evangelhos culminam na seguinte
certeza: Jesus morreu para nos livrar da
prisão.
Há
muito tempo Barrabás estava sendo caçado. Os soldados o seguraram com força,
algemaram-lhe as mãos e o lançaram na prisão. O homem que antes era o assassino
revolucionário mais procurado do país, agora não passa de um prisioneiro
indefeso. A sua vida de crimes havia chegado ao fim. Na prisão romana estava
ali confinado o cruel zelote. O v.19 diz: Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também
por homicídio (grifo nosso).
Barrabás
agora está preso. Sabia ele que havia se metido numa tremenda enrascada. O seu
presente era a prisão, mas o seu destino final seria a morte. Contudo, sua história
começa a caminhar para um desfecho diferente. Do lado de fora da fortaleza onde
ele estava preso, havia um grande tumulto que deixara Pilatos, o governador romano,
preocupado. A multidão enfurecida exigia a “cabeça” de Jesus. Mas Pilatos sabia
que Cristo não merecia morrer. Na inútil tentativa de impedir a condenação de Cristo,
o governador expôs os dois réus ao julgamento da multidão e dos líderes judeus,
e perguntou-lhes: Qual dos dois quereis
que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás! (Mt 27:21b).
Que alivio Barrabás deve ter sentido! Agora
ele podia dizer: “Estou livre!”. Entenda: Barrabás não foi solto por bondade de
Pilatos, nem por compaixão da multidão. O
que houve foi uma substituição, isto é, Barrabás foi solto porque Cristo tomou
o seu lugar. Se Jesus não tivesse cruzado o seu caminho, ele seria torturado,
pregado e morto sobre a vergonhosa cruz. Barrabás foi liberto porque um homem
inocente foi condenado.
Porque o inocente foi crucificado não
mais estamos presos debaixo do domínio do pecado, nem estamos mais separados de
Deus. Como Barrabás, estávamos confinados no cárcere. Sobre nós pesava a ira de
Deus. Mas Cristo tomou o nosso lugar! Sem ele, estaríamos perdidos! Cristo tem
poder para livrar-nos das garras devastadoras do pecado! Sim, Cristo odeia o
pecado, mas ama o pecador. Ele não é amigo do mal, mas é o melhor amigo do ser
humano!
Há
uma verdade por trás de toda essa história: Jesus foi preso para livrar não
somente a Barrabás, mas também, para livrar a você da prisão! Ele veio proclamar libertação aos
cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e
para proclamar o ano aceitável do Senhor (Lc 4:18-19). Pela
cruz, Cristo nos dá liberdade!
Pr. Jailton Sousa Silva
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Geração Metanoia, acorda! A união faz a força
A frase: “O povo acordou”
representa, talvez, o lema dos protestos que invadiram o país nesses últimos
dias. A imprensa nacional e internacional noticiou em primeira mão tudo sobre
as manifestações ocorridas no Brasil. Milhares de pessoas foram para as ruas
reivindicar melhorias no transporte público, na educação, na saúde, na
segurança. A repercussão teve uma abrangência assustadora em um curto espaço de
tempo. A corrupção, a “erva daninha” que suga os recursos do país, foi também alvo
dos protestos. É errôneo dizer que a voz do povo é a voz de Deus, porém, não se
pode negar a sua influencia, a sua força num país democrático como o Brasil.
Não demorou e os resultados
provocados pelas manifestações logo apareceram. Em vários Estados brasileiros,
o preço da passagem urbana foi reduzido. A Câmara dos Deputados foi
praticamente “forçada” a derrubar a PEC 37, a proposta de emenda constitucional
que tirava poderes de investigação do Ministério Público. Caso fosse aprovada,
a PEC 37 inviabilizaria algumas investigações como: desvio de verbas, crime
organizado, abusos cometidos por agentes dos Estados e violações de direitos
humanos. 430 votos, porém, lançaram por terra tal proposta. Esta foi, sem
dúvida, uma grande vitória, mas não a única. A Câmara também aprovou o projeto que determina que 75% dos recursos dos
royalties do petróleo da união, estados e municípios sejam destinados à
educação. E 25% à saúde. Diferente do projeto original do governo que previa a
aplicação de 100% das receitas em educação.[1] O povo
foi para as ruas e a presidente da república, para a TV dar satisfações à
nação. Incrível isso, não é mesmo? O que se conclui de tudo isso? Que um povo
unido é um povo forte e um povo forte é difícil de ser batido.
O povo de
Deus é forte. E isso não é de agora. No Egito, os hebreus cresciam numa
proporção avassaladora. Tal crescimento assustou o governo nacional, que
começou a executar o seu plano no sentido de impedi-lo. Faraó, então, passou a
escravizar os hebreus, porém, quanto mais
os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam (Êx
1:12). Não morreram à míngua no Egito, pois Deus os libertou da escravidão (Sl
136:10-12). Anos mais tarde esse mesmo povo (ou a descendência dele), com a
ajuda de Deus, se apossou da terra dos cananeus (Jr 32:21-22). Em união, todos
fizeram a sua parte e alcançaram o tão almejado descanso.
O povo de
Deus de hoje é a igreja, composta tanto de judeus quanto de gentios e não é
pequena. Há verdadeiros cristãos espalhados por todos os continentes do
planeta. No Brasil, os evangélicos são muitos. Segundo pesquisa divulgada em
junho de 2012, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o
número de evangélicos subiu de 26,2 milhões para 42,3 milhões até 2010.[2] A voz da
igreja, portanto, tem peso na nação.
O que fazer,
portanto, com tal trunfo nas mãos? Como nós, cristãos, devemos usar o peso de nossa
voz numa sociedade cauterizada pelos problemas de ordem social e espiritual?
Pois bem, Jesus disse que devemos agir como sal da terra e luz do mundo (Mt
5:13-14). Ele não quer que andemos em conformidade com este sistema caído
chamado mundo, mas na contramão de seu percurso. Temos dupla cidadania, isto é,
somos cidadãos da terra e do céu. Ainda temos muito por fazer. Isso mesmo,
podemos fazer algo por esta pátria. Esta na hora de olharmos para fora das
quatro paredes do templo e refletirmos sobre a súbita mudança de postura da
sociedade brasileira revelada nas manifestações.
Os filhos
do reino de Deus não se conformam com a impunidade nem com a injustiça social. Como
cidadãos do reino, temos a mente de Cristo; como cidadãos do Brasil, temos o
voto. Ambas as armas são potentes. Devemos usá-las. Assim sendo, que tal nos unir
e omitirmos o nosso voto aos candidatos envolvidos em esquema de corrupção?
Nada de votar em ficha suja; nada de vender o voto. Cristo não faria isso. Que
tal rejeitarmos nas urnas aqueles que falam de honestidade, mas se apressam em
defender a corruptos? Em vez de nos deixar seduzir pelo carisma, avaliemos projetos,
propostas, princípios e se estes não contrariam aos princípios mais
importantes, que caracterizam o reino de Deus. A união faz força. A união faz a
diferença. Geração metanoia, acorda!
Em Cristo,
Jailton Sousa Silva
Assinar:
Postagens (Atom)

