quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Palavras agradáveis


Olá. Que a paz de Cristo seja contigo! A nossa reflexão de hoje tem por tema “Palavras agradáveis”. Então, por favor, leia comigo o texto bíblico de Colossenses 4:6, que diz:
O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.

Falar bem é importante. Quem usa as palavras com discernimento, poderá alcançar bons relacionamentos, um bom emprego, a admiração das pessoas. Mas falar bem não se limita a possuir um amplo vocabulário. Mas, acima de tudo, ao domínio da própria língua, ou seja, à moderação em nossas palavras. Sabemos que sendo a língua um órgão tão pequeno, muitos de nós temos dificuldade em domá-la. De fato, grande parte das pessoas não a domina, mas se deixa dominar por ela, falando o que, quando e a quem não deve falar.

Como, porém, não ser desagradável numa área tão importante da vida, que é a fala? A Bíblia dispõe de ensinamentos essenciais a este respeito.

Em primeiro lugar, profiramos palavras brandas.
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira, diz o sábio em Provérbios 15:1. Toda ação poderá produzir uma reação. Uma palavra de elogio poderá culminar em uma resposta de gratidão, mas uma palavra de ira poderá resultar em respostas agressivas e grosseiras, capazes de macular os relacionamentos entre as pessoas.
A ira causa separação. Há filhos brigados com os pais. Há irmãos que não se suportam. As agressões verbais entre casais são deploráveis. Muitas tragédias familiares se iniciam com apenas uma pequena faísca de ira. Cuidado. O nosso exemplo é Cristo. Ele mesmo nos convida: aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração (Mt 11:29). A mansidão e a humildade não são iracundas, mas pacientes. Essas qualidades nos ajudam a respeitarmo-nos uns aos outros.  A ira causa temor, mas só amor nos constrange ao bem.

Em segundo lugar, evitemos o falso julgamento.
Em Colossenses 3:8 somos alertados a nos despojar da maledicência. Além da ira, a maledicência também fere corações, destrói relacionamentos e mata pessoas. O que é maledicência? É a fala abusiva contra Deus e contra as pessoas. É difamação e injúria contra a reputação alheia.
Muitos se consideram espirituais, mas vivem denegrindo a reputação alheia, acusando sem provas, criando contendas e abalando o corpo de Cristo. Contudo, os verdadeiros cristãos espirituais manifestam, em sua vida, o fruto do Espírito. A temperança ou domínio próprio é uma virtude desse fruto. Então, sejamos temperantes nas palavras que saem de nossos lábios. Evitemos falar algo, sem antes, pensarmos nas consequências que isso causará. Rejeitemos o julgamento precipitado, as fofocas e os boatos.  

Em terceiro lugar, utilizemos a decência.
Colossenses 3:8 no ensina também a nos despojarmos da linguagem obscena do nosso falar. Em outras palavras, o que o escritor da carta nos orienta é a adotarmos uma linguagem pura, desvencilhada de palavrões e de palavras de duplo sentido.
O ensino contido na carta aos Efésios 5:3-4 é semelhante. Assim está escrito: ...qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês. Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês.
Qual tem sido o assunto de nossas conversas na roda de amigos? Que tipo de piadas temos tido interesse em contar ou em ouvir? Que pensamentos permeiam, de modo constante, nossa mente? O que sai de nosso coração edifica ou contamina? Lembre-se: geralmente falamos o que provém do nosso coração. Sejamos puros em nosso falar.

Em quarto lugar, sejamos verdadeiros.
  Colossenses 3:9 nos adverte: Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com seus feitos. A mentira leva à fraude e à corrupção. Ela lança abaixo a confiança por anos conquistada por alguém. A mentira é uma característica de Satanás. Este mente desde o princípio. Mas Deus, por sua vez, rejeita a prática da mentira. Cristo é a verdade e recebe, com prazer, os verdadeiros adoradores.
Portanto, se quisermos ser parecidos com Jesus e imitá-lo, é preciso que de nossos lábios saiam palavras verdadeiras. A verdade é um princípio irrevogável. Não podemos ignora-la no que diz respeito às nossas palavras. Paulo escreveu, em sua carta aos Efésios 4:25: ...deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.

Concluindo esta reflexão, quero enfatizar a afirmação de Colossenses 3:9, de que nos despimos do velho homem com os seus feitos. Será que isso tem a ver com nossas palavras? É claro que sim. Os nossos pensamentos não são os de antes, quando éramos dominados pelo pecado. Nossas palavras não mais são indecentes. Temos a mente de Cristo. Uma mente cristocêntrica produz palavras que curam, que restauram, que edificam e que pacificam. Amém.  

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

PREGUE A PALAVRA


INTRODUÇÃO:

Que a paz do Senhor seja contigo.

Hoje abordaremos o tema: “PREGUE A PALAVRA”. Acompanhe, por gentileza o texto de Rm 10:17, que diz:

Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.

 A igreja primitiva, aquela da época dos apóstolos, crescia de modo espantoso. Este crescimento não acontecia em longo prazo, mas diário. E como isso era possível? Simples: As pessoas eram convencidas mediante a pregação da Palavra de Deus pelos cristãos.

A palavra, entretanto, não era exposta de qualquer maneira. Quem pregava, o fazia com ousadia e convicção. Mas isso não era fácil. Havia oposição e descrédito em relação às boas novas. Sobre isso Paulo disse em 1 Co1:23: nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos (1Co 1:23).

Gostassem ou não a semente do evangelho era plantada. Muitos eram convencidos a abandonar o pecado e a renderem-se a Cristo. A pregação é importante para convencer o pecador do pecado, da justiça e do juízo. Consideremos as seguintes atitudes em relação à pregação.

Em primeiro lugar,

Pregue a palavra considerando o seu propósito:

A pregação da palavra de Deus não é sem objetivo. Ela tem um propósito.  E qual seria este propósito? Seria o propósito da pregação entreter os crentes, já que estes muitas vezes chegam na igreja exaustos de uma dura semana de trabalho? Ou quem sabe seria o propósito da pregação exaltar o pregador, afinal, os púlpitos das igrejas são tão visados, não é mesmo? Ou, talvez, seria o propósito da pregação preencher a liturgia do culto, afinal, faz parte da tradição?
       
Na verdade, nenhuma dessas opções se constitui o verdadeiro propósito da pregação da palavra de Deus. Ela está acima de nós, do nosso vil desejo de entretenimento, do nosso ego e das tradições. O verdadeiro propósito da pregação é a salvação. É isso que diz o texto de Romanos 1:16: o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
Se a palavra pregada não tiver o propósito de conduzir o pecador a salvação em Cristo, será como dar um tiro no escuro, ou seja, será vã.
               
Se eu sou um pregador sério, me preocuparei não com a minha promoção pessoal, mas com a salvação do ouvinte. É oportuno dizer isso porque hoje em dia muitos púlpitos estão infestados de pregações cujo objetivo é conduzir o ouvinte á ganância por prosperidade financeira.

Pergunto: Onde está a pregação do arrependimento enfatizada por João Batista? Ou o chamado à conversão conduzido por Pedro? Cadê a mensagem do Reino que Jesus pregou? Por que pouco se ouve a respeito de assuntos tão relevantes para a salvação nos púlpitos das igrejas? Precisamos resgatar o verdadeiro propósito da pregação em nossos sermões. Se não o fizermos Deus o cobrará de nós. O desejo dele é a salvação dos pecadores.

Em segundo lugar,

Pregue a palavra, dando-lhe prioridade:

A pregação nunca ficou em último plano na vida da igreja do primeiro século. Ao contrário, era prioridade seguida a risca por aqueles irmãos. Ao ler o livro de Atos com cuidado, você logo perceberá que a Palavra era pregada nas casas, nas prisões, nas sinagogas, e até nas margens dos rios.

E se a perseguição viesse? Não tinha importância, pois aqueles cristãos faziam questão de proclamar a Palavra em meio à situações adversas.

Portanto, não esqueça: pregar a palavra de Deus é nossa missão. Logo, é nossa prioridade. Se faço parte da igreja de Jesus, devo ser um agente do reino de Deus no mundo. Em outras palavras, eu o proclamo.

Se quisermos ver almas convencidas do pecado, da justiça e do juízo, precisamos fazer da pregação a nossa prioridade. O Mestre fez o mesmo em seu ministério e temos a obrigação de imitá-lo. Reflita a respeito.

Em terceiro lugar,

Pregue a palavra enfatizando o seu assunto: 

Qual é o assunto da pregação? Cristo, indiscutivelmente. Ele é o protagonista do evangelho. A glória só a ele pertence. Jesus, e não outro, é o motivo da pregação. É com ele que o pecador deverá ter um encontro a fim de mudar de vida, de uma vez por todas.

Saulo só se tornou nova criatura ao ter um encontro com o Salvador no caminho de Damasco. Não demorou e logo estava ele, proclamando a cerca de Cristo, a quem tanto perseguira. Cristo foi o centro da sua pregação. Tempos depois ele não pode deixar de testemunha a esse respeito. Disse ele em 1Co 2:2: ...decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. (1Co 2:2). Imitemos a este amado apóstolo fazendo de Jesus o assunto da nossa pregação.

Chegamos ao final deste sermão e lhe pergunto: terá a sua pregação a partir de agora o propósito de promover a salvação de vidas? Você fará dela a sua prioridade? Qual será o assunto nela abordado? Jesus? Que a sua resposta a estas perguntas seja positiva. Que o Senhor te abençoe. Amém.
                                               
 Ms. Jailton Sousa Silva